;
Esse blog, surgiu com a idéia de divulgar cada vez mais a religião de Umbanda, e não para infringirmos os direitos autorais e nenhum outro, caso alguma postagem não agradar seu autor ou a pessoa citada favor entrar em contato que a mesma será retirada.
Esse Blog não pertence a nenhum terreiro e ao mesmo tempo a todos os terreiros e todos irmãos de fé, que atuam na umbanda com amor, buscando doar e amar simplesmente por:
Amar doar!!!

Mensagem do Astral

Oxalá nos enviou a mensagem que não devemos nos preocupar em sermos amados, pois isto ensejaria em virtude. Devemos nos preocupar em amarmos sobre todas as coisas, isso é sublime

Tato

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A Religião do Medo

Por Jorge Scritori

A palavra medo está diretamente associada ao estado de angústia e apreensão em face de um perigo real. Para a minha surpresa, no dicionário, a palavra medo vem depois do termo mediunidade.
Estou há um tempo sem escrever e pelo visto estou voltando do meu período de hibernação, afinal este é o terceiro texto do dia. Estou pensativo e reflexivo, tenho lembranças de quase todos os rostos que me deparei com questões mediúnicas e religiosas associadas ao medo.
São revelações corriqueiras, coisas que muita gente já ouviu falar, então me pergunto: será que estou na religião do medo?
Tô bem chateado de ficar teorizando que a religião é para religar, só que algumas pessoas religam na situação errada. È pra religar a Deus, e alguns irmãos acabam se religando em coisas que aparentemente estão afastadas do Pai Maior.
Como posso entender que um médium tem medo de se afastar ou ausentar da casa espiritual em função do medo que tem do seu dirigente?
Como posso entender um médium iniciante que tem medo de não “cuidar” direito dos seus guias e ser molestado pelos tais “guias”?
Como posso entender um médium que tem medo que seus guias não trabalhem ou não possam se firmar em terra caso ele não “faça” a coroa com o dirigente?
Como posso entender que tem “guia espiritual” que faz ameaças?
Como posso entender que uma pessoa está com medo porque existem orixás “brigando” pela coroa dela?
Como posso entender alguém que aceita ser assediado moralmente, humilhado diante de um pequeno público, pois ali está o “guia” falando, dando aquela bronca, passando aquele sabão, dizendo “verdades” que ele domina e que com certeza dominam a vida dessa pessoa?
Na verdade, acho que sou meio burro, ou ignorante mesmo, por que sinceramente, eu NÃO CONSIGO ENTENDER!
Outro dia me perguntaram:

- O crescimento neo pentecostal te assusta?

Respondi:

- Não. O umbandista me assusta...Afinal, vivemos na religião do medo.
Medo é igual a controle, controle também se manifesta pela imposição do medo.
Você tem medo da sua religião?
Alguém já "vendeu" medo religioso pra você?

Abraços.

Jorge Scritori

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ORIXÁ NANÃ BURUQUÊ

A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. O único Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum por ser o dono dos metais. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri - um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem a este grande orixá.
Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.
1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro.
2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento.
3. O Movimento adquire Estrutura.
4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem.
Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.
Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido.
Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã "escondida".
Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.
A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intra-uterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo.
Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã. Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem a invoca em geral sempre a mesma relação austera que mantém com o mundo.
Nanã forma par com Obaluaiê. E enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.
Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso amado pai Obaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.
Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.
Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.
Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.
Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como o lodo produzido por essas águas.
Quando dança no Candomblé, ela faz com os braços como se estivesse embalando uma criança. Sua festa é realizada próximo do dia de Santana, e a cerimônia se chama Dança dos Pratos.

Origem

Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubá, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida.
Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nanã (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá.
É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê.


CARACTERÍSTICAS

Cor: Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul)
Fio de Contas: Contas, firmas e miçangas de cristal lilás.
Ervas: Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá. (Em algumas casas: assa peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro, manacá, rosa vermelho escura, tradescância)
Símbolo: Chuva.
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Flores: Todas as flores roxas.
Essências: Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália.
Pedras: Ametista, cacoxenita, tanzanita
Metal: Latão ou Níquel
Saúde: Dor de cabeça e Problemas Intestino
Planeta: Lua e Mercúrio
Dia da Semana: Sábado (Em algumas casas: Segunda)
Elemento: Água
Chakra: Frontal e Cervical
Saudação: Saluba Nana
Bebida: Champanhe
Animais: Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas)
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Numero: 13
Data Comemorativa: 26 de julho
Sincretismo: Nossa Senhora Santana
Incompatibilidades: Lâminas, multidões.
Qualidades: Ologbo, Borokun, Biodun, Asainán, Elegbe, Susure

ATRIBUIÇÕES
A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada .

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ

Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros.
Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.
Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, mantém-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc.
Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm.
Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade.
O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero. Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social.

COZINHA RITUALÍSTICA

Canjica branca
Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de louça branca, despejando mel por cima, e uvas brancas, se desejar.

Berinjela com inhame
Berinjela aferventada e cortada verticalmente em 4 partes; Inhames cozidos em água pura, com casca, e cortados em rodelas.; Arrumados em um alguidar vidrado, regado com mel.

Sarapatel
Lava-se miúdos de porco com água e limão. Corta-se em pedaços pequenos e tempera-se com coentro, louro, pimenta do reino, cravos da índia, caldo de limão e sal. Cozinha-se tudo no fogor. Quando tudo estiver macio, junta-se sangue de porco e ferve-se. Sirve-se, acompanhado de farinha de mandioca torrada ou arroz branco.

Paçoca de amendoim
Amendoins torrados e moídos misturados com farinha de mandioca crua, açúcar e uma pitada de sal.

Efó
Ferve-se 1 maço bem grande de língua de vaca, espinafre ou beterraba. Depois amassar até virar um purê; Passa-se por uma peneira e espalhe a massa para evaporar toda a água; Depois de seca, coloca-se numa panela, junto com azeite de dendê, camarões secos, pimenta do reino, cebola, alho e sal. Cozinha-se com a panela tampada e em fogo baixo; É servido com arroz branco.

Aberum
Milho torrado e pilado.

Obs. Nanã também recebe:Calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.


LENDAS DE NANÃ

Como Nanã Ajudou na Criação do Homem
Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixá povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu.

Sociedade Espiritualista Mata Virgem
Curso de Umbanda

terça-feira, 21 de julho de 2009

Justiça solta Pastor

Justiça solta Pastor

O Desembargador Luiz Felipe Haddad da Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deferiu liminar no Habeas Corpus no. 2009.059.04712 para conceder a liberdade provisória ao Pastor Evangélico da Igreja Geraçao Jesus Cristo, Tupirani da Rocha Lores e ao discípulo Afonso Henrique Alves Lobato, acusados pelo Ministério Público de cometer racismo contra os fiés de religoes africanas.

A Procuradoria Geral de Justiça opinou pela concessao da ordem, em parecer da lavra da Dra Soraya Taveira Gaya, e na tarde do dia 8 de julho os dois acusados já estavam novamente nas ruas.

Assim, deixou de valer a decisao da Juíza de Direito Maria Elisa Peixoto Lubanco, que havia decretado a primeira prisao preventiva no Brasil por crime de racismo

O Impetrante do Habeas Corpus foi o escritor Eduardo Banks, que em abril deste ano conseguiu na Justiça o direito de apregoar em público que os homossexuais sao "doentes" e "portadores de desvios de conduta", depois que a Décima Primeira Câmara Cível deu parcial provimento a Apelaçao Cível no. 2008.001.65473 interposta da Açao Popular no. 2003.001.050626-8, em que se debatia a proibiçao do patrocínio a parada do orgulho gay com verbas públicas.

Abaixo, o andamento processual do Habeas Corpus, com o texto da liminar, retirado do sítio de internet do Tribunal www.tjrj.jus.br:


Processo No 2009.059.04712
TJ/RJ - SAB 11 JUL 2009 16:40:24 - Segunda Instância - Autuado em 24/06/2009

Classe : HABEAS CORPUS
Assunto : Crimes Previstos na Legislaçao Extravagante - Crimes Resultante de Preconceito de Raça ou de Cor
Órgao Julgador : SEXTA CAMARA CRIMINAL
Relator : DES. LUIZ FELIPE HADDAD
Pacte : TUPIRANI DA HORA LORES
Pacte : AFONSO HENRIQUE ALVES LOBATO
Impte : EDUARDO BANKS DOS SANTOS PINHEIRO


Processo originário : 2009.001.153992-2
TRIBUNAL DE JUSTICA DO RIO DE JANEIRO

Fase atual : DISTR. P/ OFICIAL DE JUSTICA
Entr. Sub. Judiciaria : 08/07/2009
Entr. Of. de Justica. : 08/07/2009
Oficial : 16
Tipo de diligencia : ALVARA DE SOLTURA
No. Expediente : AS 189/2009
Nome : AFONSO HENRIQUE ALVES LOBATO (39 DP)
Devol. Of. de Justica : 09/07/2009
Certidao : POSITIVA
Observacao : SOLTO EM 08/07/2009
Remessa O. Julgador : 10/07/2009

FASE : DISTR. P/ OFICIAL DE JUSTICA
Entr. Sub. Judiciaria : 08/07/2009
Entr. Of. de Justica. : 08/07/2009
Oficial : 16
Tipo de diligencia : ALVARA DE SOLTURA
No. Expediente : AS 188/2009
Nome : TUPIRANI DA HORA LORES (39 DP)
Devol. Of. de Justica : 09/07/2009
Certidao : POSITIVA
Observacao : SOLTO EM 08/07/2009
Remessa O. Julgador : 10/07/2009

FASE : EXPEDICAO DE OFICIO
Data da Emissao : 07/07/2009
Numero do oficio : OF.1822
Motivo : SOL.INF. E COMUNICANDO DECISAO
Destino : 20 VC
Aguardando Resposta : Sim

FASE : MANDADO PRISAO/ALVARA SOLTURA
Data de expedicao : 07/07/2009
Especificacao : ALVARA 189
Destino : POLINTER
Nome do reus : AFONSO HENRIQUE ALBES LOBATO

FASE : MANDADO PRISAO/ALVARA SOLTURA
Data de expedicao : 07/07/2009
Especificacao : ALVARA 188
Destino : POLINTER
Nome do reus : TUPIRANI DA HORA LORES

FASE : CONCLUSAO AO RELATOR
Data da Remessa : 06/07/2009
Data da Devolucao : 07/07/2009
Decisao : C/AS VENIAS DEVIDAS AO INCLITO RELATOR ORIGINARIO,REVOGO O DECISORIO PROLATADO AS FLS.18. O CRIME,DE QUE SAO ACUSADOS OS PACIENTES,COMPORTA ARBITRAMENTO DE FIANCA. SEM ADENTRAR-SE NO MERITO DO FATO A ELES ATRIBUIDO, POSITIVA-SE,NESTA IMPERFEITA COGNICAO,NAO HAVER CIRCUNSTANCIAS QUE DETERMINEM A CUSTODIA CAUTELAR PROSSEGUIDA,ASSIM SSENDO, DEFIRO A LIMINAR, PARA QUE OS PACIENTES SEJAM COLOCADOS EM LIBERDADE PROVISORIA MEDIANTE TERMO DE COMPROMISSO. ALEM DAS CONDICOES DE ROTINA, DA LEI DE REGENCIA, FICAM ELES PROIBIDOS DE SE MANIFESTAREM, POR QUALQUER MEIO DE COMUNICACAO SOCIAL, DE MODO CRITICO A OUTRAS RELIGIOES,CRENCAS,PENSAMENTOS PERTINENTES, E QUAISQUER DENOMINACOES,SOB PENA DE AS PRISOES SEREM RESTABELECIDAS;ATE O JULGAMENTO DO PRESENTE PELO COLEGIADO DA CAMARA. OU SAIREM DO TERRITORIO DESTE ESTADO S/AUTORIZACAO DO JUIZO IMPETRADO.OFICIE-SE AO DITO JUIZO,COMUNICANDO, E SOLICITANDO AS INFORMACOES NO PRAZO DE 03 DIAS.EXPECAM-SE DE PRONTO OS ALVARAS DE SOLTURA.EM CONSEQUENCIA,RESTOU S/OBJETO O AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO PELO NOBRE IMPTE,PELO QUE LHE NEGO SEGUIMENTO,CONFORME O ART.31,VIII,DO RI DESTA CORTE.AO DEPOIS DAS DITAS INFORMACOES, DE-SE NOVA VISTA AO MINISTERIO PUBLICO
Suspensao : N
Ciencia Pessoal : Nao

FASE : REDISTRIBUICAO
Forma de redistrib : Prevento a Orgao Julgador
Data Redistribuicao : 03/07/2009
Orgao Julgador : SEXTA CAMARA CRIMINAL
Relator : DES. LUIZ FELIPE HADDAD
Motivo : AFASTAMENTO DES. RELATOR
Hora Redistribuicao : 172840
Redist. Cancel. (S/N) : N
Data Receb.O.Julgador : 03/07/2009
Motivo da Prevencao : 200905904855

FASE : REMESSA PARA
Data da Remessa : 02/07/2009
Remetido para : EG.2A.VICE-PRESIDENCIA
Motivo da remessa : REDISITRIBUIR

FASE : CERTIDAO
Data : 01/07/2009
Certidao : CERTIFICO QUE EM VIRTUDE DO AFASTAMENTO DO DES.RELATOR FACO REMESSA DESTE AUTOS P/ A EG.2A.VICE P/REDISITRIBUICAO

FASE : PETICOES P/ DESPACHO
Data do Protocolo : 29/06/2009
Numero de protocolo : 2009204759
Data remessa ao Orgao : 30/06/2009
Subscritor : EDUARDO BANKS DOS SANTOS PINHEIRO
Assunto : AGRAVO REGIMENTAL
Aguardando ? (S OU N) : Nao
Data da Juntada : 30/06/2009

FASE : PROCURADORIA GERAL DA JUSTICA
Data da Remessa : 26/06/2009
Procurador : SORAYA TAVEIRA GAYA
Data da Devolucao : 30/06/2009
Parecer : PELA CONCESSAO

FASE : CONCLUSAO AO RELATOR
Data da Remessa : 25/06/2009
Data da Devolucao : 25/06/2009
Despacho : A LIMINAR FOI INDEFERIDA NO PLANTAO JUDICIARIO E TB POR ESTE RELATOR.A DENUNCIA TIPIFICOU O FATO NO ART.20 P.2o. DA LEI 7716/89,QUE,EM TESE PREVE UMA PENA DE RECLUSAO DE 2 A 5 ANOS E MULTA.A PRINCIPIO NAO SE VISLUMBRA AQUI,NESTE MOMENTO, REBUS SIC STANTIBUS,OS PRESSUPOSTOS DA CONCESSAO LIMINAR. DESSA FORMAR CUMPRA-SE FLS.18.

FASE : PETICOES P/ DESPACHO
Data do Protocolo : 25/06/2009
Numero de protocolo : 2009199926
Data remessa ao Orgao : 25/06/2009
Subscritor : EDUARDO BANKS DOS SANTOS PINHEIRO
Assunto : REQUER JUNTADA DE PECAS E DEFERIMENTO DE LIMINAR
Aguardando ? (S OU N) : Nao
Data da Juntada : 25/06/2009

FASE : CONCLUSAO AO RELATOR
Data da Remessa : 24/06/2009
Data da Devolucao : 25/06/2009
Despacho : TRATA-SE DE HC C/PEDIDO LIMINAR, A QUAL INDEFIRO.NAO E O CASO DE SUA CONCESSAO,INITIO LITIS, POIS O PEDIDO SE CONFUNDE C/O MERITO DA IMPETRACAO,CUJO EXAME CABERA,OPORTUNIDADE,AO ORGAO COMPETENTE. REQUISITEM-SE AS INFORMACOES (ART.662 DO CPP)E, EM SEGUIDA,C/A SUA JUNTADA, A PGJ. E, VOLTEM.

FASE : DISTRIBUICAO
Forma de distribuicao : Automatica
Data da Distribuicao. : 24/06/2009
Orgao Julgador : SEXTA CAMARA CRIMINAL
Relator : DES. GUARACI DE CAMPOS VIANNA
Hora da Distribuicao. : 141225
Dist. Cancel. (S/N) : N
Data Receb.O.Julgador : 24/06/2009

FASE : AUTUACAO
Data da Autuacao : 24/06/2009
Data da Remessa : 24/06/2009

RECURSOS INTERPOSTOS

Agravo Regimental : em 29/06/2009



Fonte: Alexandre Cumino - Grupo

Incorporação, semiconsciente e inconsciente

O assunto objeto desta matéria com certeza trará para alguns bastante dissabor e repulsa, pois tocará na vaidade e no ego daqueles que não querem que venham à baila determinadas verdades atinentes ao fenômeno da incorporação. No entanto, como o compromisso do Jornal Umbanda Hoje é ver os adeptos da religião mais esclarecidos e livres de determinados mitos que tanto prejudicam os iniciantes no culto, resta-nos tão somente esclarecermos um ponto nevrálgico sobre o presente tema.
Sabemos que na Umbanda fala-se muito em mediunidade de incorporação semiconsciente e inconsciente, que, via de regra, ensejam verdadeiras dicussões doutrinárias a respeito. Não vamos nos ater a explicarmos o processo de acoplamento de um espírito aos chakras e centros nervosos do médium, sendo tema para o futuro.
As incorporações em que os espíritos deixam completamente inconsciente o médium, com tomada integral de todas as faculdades biopsicomotoras, é fenômeno raríssimo nas religiões mediúnicas. Em tempos imemoriais, foi a forma encontrada pelos espíritos para cumprirem suas missões no plano físico sem que o medianeiro pudesse interferir em suas tarefas, pois muitas pessoas não acreditavam na ação dos espíritos sobre o corpo humano e, por isto, se tivessem alguma porcentagem de consciência, acabariam por intervir, voluntária ou involuntáriamente, no labor dos amigos espirituais.
Com o passar do tempo, e através de um maior estudo e consequente entendimento do que ocorria, a inconsciência dos médiuns foi pouco a pouco sendo elevada à semiconsciência, fenômeno pelo qual os espíritos agem conjuntamente com a psiquê do médium, que, mesmo manifestados, sabem de quase tudo o que se passa a seu redor, inclusive que estão sob o domínio parcial de uma força externa. Este tipo de incorporação (semiconsciente) predomina quase que inteiramente nos segmentos espiritualistas, porque é a que melhor se adequa às necessidades atuais. Através da semiconsciência há uma interação entre o medianeiro e o espírito atuante, que são doutrinador e doutrinado ao mesmo tempo. Além disto, esta espécie de incorporação faz com que o médium seja co-responsável pela mensagem transmitida por um Caboclo, Preto-Velho, Exu etc.
O fato é que, na mediunidade de incorporação semiconsciente, que, diga-se de passagem, também tem seus graus de variação, o espírito ao desprender-se do médium com o qual trabalha, deixa neste quase que a totalidade das informações recebidas ou transmitidas durante uma sessão. Caso haja alguma necessidade, o espírito, atuando no sistema nervoso central e também no cérebro, pode fazer com que o médium deixe de lembrar de alguma coisa, mas isto é exceção. A regra é o médium lembrar-se de quase tudo que foi dito pelo espírito trabalhador. Neste sentido, muito importante é o respeito e a obediência que os médiuns devem ter para com o segredo de sacerdócio, tópico que analisaremos oportunamente.
Infelizmente alguns médiuns que trabalham semiconscientemente insistem em dizer que não se lembram de nada depois que o espírito interventor se afasta. E o fazem por duas razões básicas: primeiro, querem dar um maior valor a sua mediunidade, dizendo: " eu sou especial porque trabalho sem consciência"; segundo, para se eximirem de responsabilidade, caso haja alguma comunicação equivocada, por influência do próprio médium, dizendo este depois: " eu sou inconsciente, quem errou foi o espírito".
Repito: a mediunidade de incorporação inconsciente ainda existe, mas é raríssima, e quem a tem geralmente não fala, porque é assunto pessoal, e também é circunstância difícil de ser provada.
Na atualidade, não se concebe deixar os iniciantes com a falsa idéia de que, incorporados por um espírito, sua mente se apagará temporariamente. Muitos médiuns sob a ação dos espíritos acham que não estão incorporados, visto terem ouvido de outros que, durante a manifestação dos espíritos, não há consciência no médium. Criam com isto uma série de dúvidas na mente dos iniciantes, fazendo com que muitos pensem até não serem médiuns de incorporação.
A Umbanda vai crescer. E crescerá através de médiuns mais preparados, mais esclarecidos em relação aos fenômenos mediúnicos. Desta forma, farão cair por terra falsas verdades que estão, infelizmente, ainda sendo difundidas irresponsavelmente por alguns.

Texto retirado do site:
www.jornalumbandahoje.com.br

PRECE A OXALÁ

PRECE A OXALÁ

Óh poderoso Pai Oxalá, o maior dos Orixás, aspiração suprema dos desejos dos nossos corações,caminhamos até a sua claridade, clareando todos os nossos passos no amanhecer de cada dia.
Que a luz, a eterna luz que o Senhor derramou e derrama todos os dias, cubra a
cabeça daqueles que a ti estão ligados numa corrente de fé e num só pensamento elevamos as nossas preces.
Oxalá nosso Pai, dai-nos a graça de chorarmos sinceramente nossas faltas cometidas, e com espírito de humildade, nos purificarmos através da fé e da caridade.
Que nós consigamos limpar a morada dos nossos corações, desterrando tudo que
é mundano, vício,ódio e maldade, na certeza de que com toda esta humildade alcançaremos o Senhor.
Pai Oxalá, sabeis que a razão humana é fraca e pode enganar-nos, mas a verdadeira fé não pode ser enganada.
Obrigado Pai Oxalá por tudo que o Senhor nos deu e nos dá. Esperamos todos unidos, que o Senhor nos escolha para sermos mais alguns dos vossos íntimos amigos.
Que assim seja!

UMBANDA, MEU CAMINHO

UMBANDA, MEU CAMINHO
Não direi mais "não posso", pois Ogum me trará a persistência, determinação
e tenacidade para conseguir.
Não direi mais "não tenho", pois Oxossi me dará a energia vital para trabalhar e obter.
Não direi mais "não tenho fé", porque Omulu me ensinará a compreender e aceitar meu karma.
Não direi mais "sou fraco", porque Oxum me trará equilíbrio emocional,Iemanjá a auto-estima e Iansã clareza de raciocínio para que eu entenda as minhas limitações.
Não direi mais "não sei", pois Xangô me trará o conhecimento,para que eu o use com
discernimento e justiça.
Não direi mais "estou derrotado",porque aprendi com cada entidade da Umbanda que nada supera a força de sermos filhos de Deus.
Não direi mais "estou perdido",pois encontrei a Umbanda, que com a luz do amor e da caridade, iluminou minha alma e me deu um caminho.

ORAÇÃO DA NOITE

ORAÇÃO DA NOITE

Boa noite, Pai Oxalá.
Termina o dia e a Ti entrego o meu cansaço.
Obrigado por tudo e perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos.
Pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.
Obrigado também pelo que me fez sofrer...
Obrigado, porque naquele momento de desânimo
Me lembrei que Tu és meu Pai.
Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida,
Pelo meu desejo de superação.
Obrigado Pai, porque me deste uma mãe compreensiva e carinhosa.
Perdão também, Senhor ...
Perdão por meu rosto carrancudo.
Perdão porque me esqueci de que não sou filho único,mas irmãos de muitos.
Perdão Pai, pela falta de colaboração, pela ausência de espírito de servir.
Perdão porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto.
Perdão por ter aprisionado em mim a Tua mensagem de Amor.
Perdão porque não estive disposto a dizer "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deveriam pedir-Te perdão e não se decidem a fazê-lo.
Perdoa-me Pai, e abençoa meus propósitos para o dia de amanhã.
Que ao despertar, me domine um novo entusiasmo.
Que o dia de amanhã seja um contínuo "sim", numa vida consciente.
Boa noite Pai Oxalá!

PRECE A YEMANJÁ

PRECE A YEMANJÁ
Oh! Doce, meiga e querida mamãe Yemanjá. Vós permitis que no seio de vossa moradia
fossem geradas as primitivas formas de vida, o berço de toda a criação, de toda a natureza, e de toda a humanidade. Aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.
Oh! Visão divina e celestial. Que os lampejos que emanam de vosso diáfono de estrelas
venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os nossos males, curar os doentes apaziguar os nossos irmãos irados, consolar os corações aflitos. Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluidos divinos. Fazei, senhora Rainha das águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e mal querências.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que
passa, de todos os males materiais e espirituais.
Que a primeira onda afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança. Que a Segunda, lave nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam a infâmias e mal querências de nossos desafetos.
Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações.
Que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir.
Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça.
Que a sexta, venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens.
E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que por apenas alguns segundos, o esplendor de vossa radiosa imagem.
É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.

Odoya Yemanjá

PRECE A OBALUAIÊ

PRECE A OBALUAIÊ
Mestre das almas!
Meu corpo está enfermo...
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente.
Senhor Omolu!
Eu evoco – Obaluaê! Deus das doenças!
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Mestre dos mestres Obaluaê
Teu filho está enfermo... Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento...
Socorre-me... Obaluaê...
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto - Meu Pai, Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas que ainda não se libertaram da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho.
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me - Irmão Lázaro.
Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços. Eleva-me para teu reino.
Se achares porém, que ainda não terminou minha missão neste planeta,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso, de que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaê.
A - TÔ - TÔ, Meu Pai.
Obaluaê,
Meu Senhor, ajude-me!

PRECE A XANGÔ

PRECE A XANGÔ
Senhor das Pedreiras.
Pai justiceiro e dos incautos. Protetor da fé e da harmonia.
Kaô Cabecile do Trovão. Kaô Cabecile da Justiça. Kaô Cabecile, meu Pai Xangô.
Morador no alto da pedreira. Dono de nossos destinos.
Livrai-nos de todos os males. De todos os inimigos visíveis e invisíveis.
Hoje e sempre, Kaô meu Pai.

ORAÇÃO DA UMBANDA

ORAÇÃO DA UMBANDA

Creio em Deus, onipotente e supremo, creio nos Orixás e nos espírito Divinos que nos trouxeram para a vida por vontade de Deus,
Creio nas falanges espirituais orientado os homens na vida terrena,
creio na reencarnação das almas e na Justiça Divina segundo a lei do retorno,
creio na comunicação dos guias espirituais encaminhado-nos para caridade
e pratica do bem, creio na invocação, na prece e na oferenda como atos de fé e creio na Umbanda como religião redentora capaz de nos levar pelo caminho da evolução até nosso Pai Oxalá.
Assim Seja!!!

PRECE AOS PRETOS VELHOS

PRECE AOS PRETOS VELHOS

“Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia, olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade,poder e misericórdia.
Dá Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa Misericórdia e bondade, a clareza de pensamento e abri-lhes, Senhor, os olhos para que pratiquem sempre o bem, a caridade para com os outros dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa Existência, Poder e Misericórdia, bem assim,o Vosso Reino.
Senhor, perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver os erros cometidos na sua passagem terrena.
Dá, Senhor, a eles que sofrem a luz de Seu imenso Amor e da Sua Sabedoria.
Que a sua luz nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde passarmos nos proteja.
Oh ! Meu Pai Santíssimo !! A nós pecadores, aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido. Pai, pela sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho da perfeição.
Dá Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude, único caminho pelo qual devemos trilhar.
Misericórdia aos nossos inimigos.
Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos falte hoje e sempre...
Amém”.

Dicionário de UMBANDA

Dicionário de UMBANDA

A
ABAÇÁ - Templo, tenda, terreiro de Umbanda
ABACÊ - Cozinheira que prepara as comidas de Santo, no culto Gegê
ABADÁ - É o nome dado a uma túnica larga e de mangas compridas, usada nos terreiros pelos homens.
ABALÁ - Comida muito semelhante ao acarajé.
ABAÔ - Quer dizer um iniciando do sexo masculino, desenvolvendo-se mediunicamente no terreiro de Umbanda
ABARÁ - Comida dos pretos africanos como seja bolo de feijão, que vem enrolando em folha de bananeira.
ABEDÊ - É o leque de Oxum, quando feito de latão.
ABÔ dos AXÉS - Água contendo ervas maceradas, não cozidas, e sangue de animas sacrificados no terreiro.
ABRIR A GIRA - Significa o início ou abertura dos trabalhos nos terreiros de Umbanda.
ABROQUE - É um manto usando somente pelas mulheres durante uma sessão.
ACAÇÁ - Comida originária da África, com aparência de bolo de angu de arroz.
ACARAJÉ - Comida de santo feita na base de feijão fradinho com pimenta malagueta e outros temperos. Comida de Iansã.
ACENDE CANDEIA - Planta muito utilizada para banos conhecida também como Candeia-Mucerengue
ACHOCHÔ - Nome dado à uma comida de Oxossi
ADARRUM - É o toque feito seguidamente pelos atabaques quando da invocação dos protetores para incorporarem nos mediuns.
ADEJÁ - É uma campainha (sino) usada nas cerimônias de terreiro.
AGÔ - Significa pedir licença ou permissão, em outros momentos em que este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo.
AGURÊ - Toque em ritmo muito lento para chamar Iansã
AIA - Toalha branca para uso em terreiro
AIOCÁ - Referente a Iemanjá e ao fundo do mar. Ver AIUKÁ.
AIUKÁ - Fundo do mar. Também se diz os domínios de Iemanjá (Rainha do Aiuká).
AJUCÁ - É a festa da Cabocla Jurema entre os capangueiros. Nessa festa há defumações no terreiro, bebidas e comidas, tudo com a finalidade de duplicar a proteção no terreiro e gerar mais fartura nas casas dos filhos de fé.
ALDEIA - Povoado de índios. Tratando-se de terreiros, esta palavra quer dizer a moradia dos espíritos de caboclos na Aruanda.
ALGUIDAR - Bacia de barro usada para entregas, ascender velas, deposito de banhos, entrega de comidas e defumação.
AMACI - Líquido preparado com o suco de diversas plantas, não cozidas, e que tem muita aplicação na firmeza de cabeça dos médiuns. O principal banho para a o ritual da "lavagem de cabeça".
AMACI-NI-ORY - Cerimonia da lavagem (feitura) de cabeça dos mediuns (ritual equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé).
AMALÁ - Comida de Santo. Também se denomina a todo ritual que o umbandista ao manipular alimento deve dispensar atenção, amor e especial carinho, fazendo por completo a Homenagem ao Orixá.
AMOLOCÔ - Comida de Oxum.
AMPARO - Chicote sagrado usado especialmente para afastar espíritos atrasados e maléficos.
ANGOMBA - É a designação para um segundo atabaque.
APARELHO. Médium
ARAUANÃ - Dança ritual africanista para quebrar demandas e trazer alegrias.
ARIAXÉ - Banho preparado com ervas e folhas. Esse banho consta mais de 21 diferentes espécies de vegetais. Preparado somente pelo próprio chefe de terreiro.
ARIMBÁ - Pote de barro para guardar o azeite-de-dendê
ARIPÓ - Panela muito semelhante ao alguidar de barro
ARUANDA - Céu, Nirvana ou Firmamento significam a mesma coisa, isto é, a moradia daquele que é Criador de todos os mundos e de todas as coisas. Plano Espiritual Elevado.
ARUÊ - Espírito desencarnado
ASSENTAMENTO DE ORIXÁ - E o lugar no pegi onde é colocada a representação de Orixá, ou do seu fetiche, ponto riscado, etc.
ASSENTO - Termo utilizado para um local preparado para um Orixá ou Exu. Santuário exclusivo.
AXÉ - É a força mágica do terreiro representada pelo segredo composto de diversos objetos pertencentes as linhas e falanges. Força bendita e divina.
AXEXÊ - Cerimônia funebre iorubana. Semelhança com a missa de 7º dia católica.
AXOGUM - Nome dado ao encarregado de sacrificar animas quando não é feito pelo Chefe do Terreiro. Muito comum nos cultos de candomblé nagô.
AZÊ - Capuz de palha. Ornamento da roupa de Omulu
AZEITE-DE-DENDÊ - Óleo bahiano extraíado do dendezeiro, sendo muito utilizado na culinária dos Orixás.

B
BABÁ - Chefe dos trabalhos. Mãe de Santo, chefe dos cultos. (feminino)
BABALAÔ - Pai-de-Santo. Chefe de terreiro. (masculino)
BABUGEM - Restos de comidas e bebidas que sobram no terreiro. Estes restos devem ser jogados sobre o telhado do terreiro ou despachado em alguidares, dependendo do ritual.
BACURO DE PEMBA - Filho de Santo.
BAIXAR - Termo que quer dizer incorporação das Entidades/Orixás nos médiuns. Esse termo designia que toda entidade que vem do Céu, ou seja, de Aruanda, baixe do céu para a Terra.
BALANGANDÃ - Enfeites e ornamentos. Podem também ser amuletos.
BALÊ - Casa dos Espíritos mortos (desencarnados)
BANDA - Termo utilizado para dizer em qual linhagem está ligado a Entidade.
BARRACÃO - Local de ritual, terreno, o terreiro fisicamente propriamente dito. O lugar principal do terreiro.
BASTÃO-DE-OGUM - Espécie vegetal de espada-de-São-Jorge.
BATER-CABEÇA - Ritual que quer dizer cumprimentar respeitosamente e humildemente. Consiste em abaixar-se aos pés do congar(altar) ou a uma Entidade Espiritual e tocar sua cabeça ao chão, aos seus pés. Representa respeito e humildade.
BATER PARA O SANTO - ato de percutir os atabaques usando o ritmo especial de determinado orixá.
BEJA - Cerveja branca.
BENTINHOS - Escapulário que traz pendurado no pescoço e contém orações, rezas e figuras de santos. Patuá.
BETULÉ - Machado feito de pedra e de bambú para designação de Xangô.
BILONGO - Amuleto muito usado por caçadores para proteção
BOLAR NO SANTO - início incompleto de transe que ocorre com os médiuns não preparados.
BOMBO-GIRA - O mesmo que exu Pomba-Gira. Denominação de Pomba-Gira em Congo.
BORÍ - ato pelo qual filho de santo oferece sua cabeça ao orixá. Termo usado também cujo significado é cabeça.
BOTAR NA MESA - Quando um médium atente particularmente um consulente e através de um oracúlo (principalmente as cartas) procede a consulta e a orientação espiritual.

C
CABAÇA - Vaso feito do fruto maduro do cabaceiro depois de esvaziado o miolo. Utilizado também como moringa de bebida (água).
CABAIA - Assim é denominado uma túnica de mangas largas utilizada por médiuns e/ou cambones.
CABEÇA-FEITA - Denominação do médium desenvolvido e que já foi cruzado no terreiro, tendo já definido seu Orixá de cabeça. Médium que já passou pelo ritual do amaci.
CAIR NO SANTO - Transe mediúnico de quem ainda não está preparado para incorporar.
CALUNGA - Cemitério
CALUNGA GRANDE - Oceano, mar.
CAMBONO ou CAMBONE - Auxiliar de Médiuns de Incorporação e o Servidor dos Orixás. O cambone é o médium que teve o necessário desenvolvimento para poder auxiliar e entender os Guias nas necessidades das sessões. Auxiliar de culto.
CAMOLETE - Lenço branco de tamanho grande colocado na cabeça dos médiuns durante alguns rituais
CAMUCITÊ - Nome dado ao altar, congar ou pegi.
CANJIRA - Lugar onde são realizados algumas danças religiosas.
CANZUÁ ou CAZUÁ de QUIMBÉ - Terreiro, casa, tenda espiritual.
CATERETÊ - Designação de um ritual do Estado do Maranhão
CATULÁ - Termo usado em sessão que significa anular um trabalho maléfico.
CAVALO - Médium dos Guias de Umbanda.
CENTRO - terreiro, tenda de Umbanda, cazuá.
CHEFE DE CABEÇA - É um dos nomes como é designado o Guia-Chefe do médium de terreiro que tenha sido desenvolvido e cruzado no mesmo.
COISA FEITA - Quer dizer trabalho feito para levar o mal a alguém, despacho maléfico, feitiço, bruxaria.
CONGAR - Altar, pegi
CORPO FECHADO - Nenhum espírito maléfico pode incorporar no médium, ou nenhum espírito pode trazer o mal a pessoa que tem o corpo fechado.
CORREDOR DE GIRAS - Freqüentador que passa por vários terreiros, sem ter firmado compromisso espiritual com nenhum deles.
CREDO-EM-CRUZ - Interjeição que traduz espanto, admiração e repulsa.
CURIAU - Comida de Santo, despacho.
CURIMBA - Conjunto de instrumentos musicais do terreiro. Os instrumentos que compõe uma curimba pode ser atabaques, tambor, agogôs, chocalhos, berimbau, violões, etc. Curimba é a orquestra de um terreiro.

D
DANDÁ - Vegetal, espécie de capim, que exsuda um odor, muito usado em trabalhos, como banho e defumações em ritual de Umbanda.
DANDALUNDA - Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.
DAR COMIDA AO SANTO - Quer dizer o oferecimento de alimentos aos orixás, seja como parte do ritual, como pagamento de algum favor recebido.
DECÁ - Bracelete ritual que o filho-de-santo recebe após sete anos de sua primeira saída da camarinha (Candomblé)
DESCIDA - quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium
DESMACHE - Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento de Xangô
DESMANCHAR TRABALHOS - É tornar livre uma pessoa dos efeitos de trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha sido vítima de magia negra.
DESPACHAR - Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja qualquer objeto sacro seja entregue num local adequado a cada Orixá.
DESPACHO - Anular um trabalho, desmanchar trabalhos de magia negra.
DIA DE OBRIGAÇÃO - É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes observam certos atos do ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é determinado pelos Guias.
DILONGA - Prato que representa uma das ferramentas, ou melhor, um dos utensílios de Ogum.
DOBALÊ - É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias femininos.
DOLOGUM ou DILOGUM - Guia com 16 fios

E
EBAME ou EBAMI - Filha de Santo com mais de 7 anos.
EBI - Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte da ferramenta de Xangô, colocada junto com o machado.
EBIANGÔ - Planta muito usada pelos negros em amuletos e que é tida como portadora de virtudes mágicas, como por exemplo, afastar espíritos maléficos.
EBIRI - Símbolo de Oxumaré
EBÔ - Despacho. Presente para Exu. Oferta que se oferece em encruzilhadas ou em qualquer outro local.
EBÓ - Líquido com vários vegetais não fermentados, sendo preparado para diversos casos: Banhos, banhos para a cabeça, limpeza de ambiente, etc.. Cada ebó tem um preparo diferente para cada situação diferente. Antes de ser usado, é benzido (cruzado) por um Guia.
EBOMIM - Designação do médium feminino quando conta mais de 7 anos desenvolvimento.
EGUNGUN - Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de Ancestrais e Espiritos Protetores.
EGUNS - Espíritos desencarnados. Almas.
EJILÉ - Pomba que é destinada ao sacrifício com a finalidade de ser empregada em algum trabalho.
EKEDI ou EQUÉDE - São as auxiliares femininas das Mães-Pequenas. Ekedis não incorporam, mas tem autoridade sobre as Entidades como uma Mãe Pequena.
ELEDÁ - Anjo da Guarda
ELEGBÁ - Espírito Maléfico
ENCANTADO - Ser que não morreu, foi arrebatada.
ENCOSTO - Espírito que consciente ou inconsciente, aproxima-se da pessoas vivas, prejudicando em diversos setores da sua vida (econômica, saúde, pessoal, familiar, amorosa).
ENCRUZAR - Ritual umbandista no início de um período ou sessão, consistindo em fazer uma cruz com a pemba na nuca, na palma da mão, na testa do médium e na sola do pé. Isso fecharia o corpo do médium e protegeria, fortificaria sua mediunidade e ajuda também a estabelecer uma ligação mais firme com os Guias Espirituais. No encruzamento dos médiuns é entonado um canto próprio para a ocasião
ENDÁ - Diz-se a coroa imaterial que acompanha o médium em desenvolvimento após a iniciação. Sinônimo de aura.
ERÊ - Espírito infantil. Criança
ERÓ - Segredos e Ensinamentos revelados aos médiuns no terreiro em seu desenvolvimento.
ERUEXIM - Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã
ESPIRITISMO DE LINHA - Designação dada a Umbanda e as sessões no terreiro.
ESPIRITISMO DE MESA - Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.
EXÊS - Partes dos animais sacrificados para serem oferecidos aos Orixás.

F
FALANGE - Falange em Umbanda significa a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia chefe da mesma.
FALANGEIRO - Chefe de falange. Guia Chefe.
FAZER MESA - Abrir a sessão, abrir a gira.
FAZER OSSÊ - Cerimonia semanal que consiste no oferecimento de alimento e/ou bebida preferida dos Orixás.
FECHAR A GIRA - Encerrar os trabalhos no terreiro.
FECHAR A TRONQUEIRA - Ato de defumar e cruzar o terreiro - os quatro cantos do terreiro - evitando que espíritos perturbadores ou zombeteiros atrapalhem o culto.
FEITO - É o médium masculino desenvolvido dentro do terreiro.
FEITO DE SANTO - Iniciação do desenvolvimento de um médium.
FEITA(O) NO SANTO - Médium que teve o cerimonial de firmeza de cabeça por haver completado seu desenvolvimento mediúnico.
FILHO DE FÉ - Denominação para adeptos da Umbanda
FILHO OU FILHA DE SANTO - Médium que se submeteu a doutrina e todo ritual.
FIRMAR A PORTEIRA - É a segurança para os trabalhos da sessão que será realizada. Esse trabalho pode ser simbolizado por um ponto riscado na tronqueira, uma vela acesa, conforme critério do terreiro.
FIRMAR O PONTO - Concentração coletiva que se consegue cantando um ponto puxado pelo Guia responsável pelos trabalhos. O Ponto Firmado pode ser apenas cantado como também riscado ou a combinação de ambos. Significa também quando o Guia dá seu ponto cantado e/ou riscado, como prova de identidade.

G
GANZÁ - Instrumento musical.
GARRAFADA - Remédio preparado por Pai/Mae de Santo, o qual consiste numa maceração de vegetais em aguardente. A preparação dos ingredientes são puramente naturais.
GIRA - Corrente espiritual. Caminho.
GONGÁ - O mesmo que congar. Altar dos santos católicos e orixás africanos.
GUIA - conta de miçangas ou de cristal ou mesmo de porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que representa e identifica. Pode também significar o próprio orixá, quando se trata de um preto-velho, caboclo, bahiano, boiadeiro ou marinheiro.

H
HALO - Luminosidade que envolve um espírito de grande elevação.
HOMEM DAS ENCRUZILHADAS - Exú
HUMULUCU - Comida Africana feita de feijão fradinho, azeite-de-dendê e diversos temperos. Também conhecida como Omolocum.

I
IABÁ - Cozinheira que conhece e prepara as comidas dos Orixás. Cozinheira do culto.
IALORIXÁ - Designação dada a qualquer mãe-de-santo.
IAÔ - Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do terreiro.
IJEXÁ - Ritual africano. Os adeptos do Ijexá temem os mortos e apressam-se em expulsá-los dos terreiros.
IORUBÁS - Negros africanos que falam a linguagem nagô.
IR PARA A RODA - Uma frase que traduz o desenvolvimento da mediunidade na corrente.
ITÁ DE XANGÔ - Pedra caída junto com o raio.

J
JABONAN - Assim chamada a auxiliar da Babá.
JACULATÓRIA - Oração curta. Reza resumida e fervorosa.
JACUTÁ - Denominação de altar. Casa do santo.
JESUS - Oxalá
JIBONAN - Designação do fiscal de trabalhos do terreiro.
JUREMA - Uma das caboclas de Oxossi, chefe de falange. Local onde todos os caboclos ficam espiritualmente.

K
KAÔ - Saudação de Xangô. Salve! Viva!
KARDECISMO - Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as teorias espiritualistas. Decodificação do Espiritismo por Alan Kardec, de onde originaria o nome Kardecismo.
KARMA - É a conseqüência de vidas passadas, as quais dirigem a presente e organizam as futuras encarnações.
KAURIS - Búzios, utilizados no jogo do delogum. Outrora também serviram de dinheiro na Africa.
KIBANDA ou KIMBANDA - No termo, significa KIM (gênio do mal) para BANDA (lado), ou seja, Kimbanda ou Kibanda significa o Lado do Mal. Também conhecido como culto de magia negra, neles trabalham exus-zombeteiros, espíritos vingativos, enfim todos os espíritos que não aceitam Doutrinação Divina e estão ainda ligados ao lado material.
KIUMBA - Espírito maléfico e obssessor. Espírito atrasado e sem nenhuma luz. Zombeteiro.

L
LAÇAR O COBRERO - É assim chamada a oração que se escreve com tinta em volta do "cobrero" para fins curativos.
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA - Além do capim e da miçanga, assim também são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de terços, guias e outros objetos.
LANCATÉ DE VOVÔ - É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador - Bahia.
LAVAGEM DE CABEÇA - A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci (banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do médium, enquanto se entoa um ponto de caboclo. A confirmação do Guia de Cabeça verifica-se após a lavagem de cabeça, quando o Guia incorpora e risca seu ponto em frente ao congar.
LINHA - União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe.
LINHA BRANCA - Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.
LINHA CRUZADA - É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento se dá com um guia da direita com um da esquerda.

M
MACAIO - Coisa ruim e sem nenhum valor.
MACUMBA - Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas senzalas. Candomblé. Depois esse termo passou a ser vulgar e tornou-se como feitiço ou culto de feiticeiros.
MACUMBADO - enfeitiçado
MADRINHA - O mesmo que Mãe de Santo, Babá.
MÃE D´ÁGUA - Iemanjá.
MÃE de SANTO - Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro, Madrinha, Babá.
MÃE PEQUENA - Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de Santo. Auxiliar das iniciandas (iaôs) durante o seu desenvolvimento mediúnico.
MALEME ou MALEIME - Pedido de socorro, de clemencia, de auxilo ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de canticos ou preces pedindo perdão.
MANIFESTAÇÃO - Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.
MARAFA ou MARAFO - aguardente, cachaça.
MAU OLHADO - Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.
MESA BRANCA - Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras.
MEISINHA - Despacho, mandinga, trabalho.
MIRONGA - Feitiço, segredo, feitiço feito pelos Espiritos Nagôs.
MISTIFICAÇÃO - É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, com a finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.
MUCAMBA - O mesmo que cambone.
MUZAMBÊ - Forte, vigoroso.

N
NAGÔ - Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África. Considera-se nagô como a religião do antigo reino de Iorubá.
NIFÉ - Fé, crença na lingua iorubá
NOMINA - Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como amuleto para proteção. Patuá.
NURIMBA - Bondade, amor e caridade.

O
OBASSABÁ - O mesmo que abençoar, benzer.
OBASSALÉA - O mesmo que obassabá.
OBATALÁ - Céu. Abóbada celeste. Deus
OBRIGAÇÕES - Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento mediúnico.
OBSEDIAR - Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações econômicas difíceis, loucura, etc.
OBSSESSOR - Espírito pertubador ou zombeteiro que prejudica as pessoas.
ODÉ - Oxossi. Oxossi mais velho.
ODÔ, IÁ - Saudação de Iemanjá
OFÃ - Médium responsavel pela colheita e seleção das ervas nos rituais.
OGÃ - Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro ou como um Chefe das Curimbas. Ambos tem o mesmo grau hierarquico.
OIÁ - Outro nome conhecido por Iansã
OKÊ - Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxossi.
OLHO-DE-BOI - Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas utilidades no terreiro, desde patuás até guia (colar).
OLHO GRANDE - Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.
OLORUM - Deus Supremo.
OMOLOCÔ - Culto de origem angolense.
OPELÊ DE IFÁ - Rosário feito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.
ORAÇÃO FORTE - Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.
ORIXÁ - Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espirito puro. Santo.
OTÁ - pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.

P
PADÊ - Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os mesmos afastem as perturbações nas cerimonias.
PADRINHO - pai-de-santo, Chefe de Terreiro.
PAI-DE-SANTO - Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão.
PALINÓ - Cântico ou poema em louvor a Iemanjá
PÃO BENTO - Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças mágicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades. Há trabalhos com pão e vela benta para se localizar num rio ou no mar o corpo de uma pessoa afogada, por exemplo.
PARAMENTO(s) - Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.
PATUÁ - Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso.
PAXORÔ - Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos pais-de-santo em trabalhos.
PEDRA-DE-RAIO - Meteorito, Fetiche de Xangô , itá
PEJI - altar, congar.
PEMBA - Espécie de giz em forma cônico-arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto.
PIPOCA - comida de Omulu/Obaluaê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.
PIRIGUAIA - Variedade de búzio.
PONTOS CANTADOS - Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade. Assim, como toda a religião tem seus canticos, a Umbanda usa seus pontos cantados, dos quais, não se deve abusar. Esses hinos representam e atraem forças das Falanges, para trabalhos de descarrego e desenvolvimento mediúnico. Pontos cantados não devem ser deturpados, ou modificados, para que sua força não se altere, uma vez alterado o efeito não será o mesmo, podendo até ser prejudicial.
PONTOS RISCADOS - São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.
PORTEIRA - Entrada de terreiro.

Q
QUARÔ - Flor chamada Resedá possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.
QUEBRANTO - Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.
QUEBRAR DEMANDA ou QUEBRAR AS FORÇAS - É anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa.
QUEBRAR PRECEITO - Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.
QUEZILA, QUEZíLIA ou QUIZILA - Aversão, antipatia, repugnância, alergia a alguma coisa.
QUIUMBA - Espírito obsessor e pertubador. Zombeteiro.

R
RAÚRA - Cambone. Auxiliar nos trabalhos do terreiro.
RECEBER O SANTO - incorporar. Entrar em estado de transe com o Guia ou Orixá
REDENTOR - Jesus Cristo
REINOS - Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc
RESPONSO - Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.
ROÇA - terreiro, centro.
S
SACUDIMENTO - Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e/ou seus filhos. Descarrego.
SAÍDA de IAÔ - cerimônia de inciação do filho-de-santo no candomblé ou no culto Omolokô.
SANTERIA - nome da religião na América Latina. Religião irmã do Candomblé
SAL (GROSSO) - Empregado sob diversas modalidades nos terreiros, principalmente como banho de descarrego. Ou como descarrego do local com um copo de água e sal atras da porta.
SALUBÁ - Saudação de Nanã
SARAVÁ - Saudação umbandista que corresponde a Salve! Viva!
SEREIA DO MAR - Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Iemanjá dentro de um contexto.
SINCRETISMO - Fenômeno de identificação dos orixás com os Santos Católicos.

;

PERDOE-ME PAI


Ó Pai, tu que és detentor de infinita bondade,

Perdoe-me se algum dia fraquejar aos seus ensinamentos, e me cubra com sua extraordinária fé;
Perdoe-me pelos maus pensamentos e cubra-me com seu manto de fraternidade;
Perdoe-me se titubear em minha fé e encha meu coração com esperanças de um dia lhe encontrar e descobrir que sou vitorioso;
Perdoe-me se algum dia tratei um irmão com indiferenças e nem ao menos percebi do que este necessitava;
Perdoe-me se em pensamentos me desviei do seu caminho e me guie com seu amor de Pai;
Perdoe-me se reclamo ao não alcançar o que desejava e nem ao menos lhe perguntei se sou merecedor;
Pai sei que não sou seu melhor filho, e nem quero ser, mas sou seu filho, e sei que reconhecendo isso já estou mais próximo do Senhor;
Pai peço que me guie pelos seus caminhos, fazendo de mim um instrumento dos bons espíritos;
Fazendo com que eu saiba amar, respeitar, ser calmo e paciente, ser simples e humilde, ensinar e aprender, saber ouvir para depois falar, ser solidário e caridoso sem esperar nenhum reconhecimento;
Pois sei meu Pai, que nesse momento estou sendo assistido pelo Senhor, seu filho e as falanges de espíritos amadores e misericordiosos;
Se assim for da sua vontade.

Amém

Mensagem inspirada pelo espírito “Tato”.

ORAÇÃO PAI NOSSO EM ARAMAICO

Pai e mãe respiração da vida, fonte do som, ação sem palavras, criador do cosmos,
Faça sua luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude a seguir nosso caminho respirando apenas o sentimento que emana do senhor, nosso eu, no mesmo passo possa estar com o seu para que caminhemos como reis e rainhas com todas as outras criaturas.
Que o seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades,
Faça-nos sentir a alma da terra dentro de nós, pois assim sentiremos a sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento,
Não nos deixe ser tomado pelo esquecimento de que o Senhor é o poder e a glória do mundo, a canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o seu amor ser o solo onde cresçam nossas ações, que assim seja.
Pessoas pequenas têm excessivo espaço dentro de si para guardarem mágoas, choram envaidecidas de sua pequenez interior.
Pessoas engrandecidas nem guardam espaços para sentimentos negativos como a raiva, o rancor, o ódio. Pois dentro de si estão repletas de amor, paz, tranqüilidade. Semeando o amor constantemente o espírito se encarrega de abster-se de energias ruins, enchendo a alma, o ser de alegria, júbilo e compreensão.

pelo espírito Tato