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Esse blog, surgiu com a idéia de divulgar cada vez mais a religião de Umbanda, e não para infringirmos os direitos autorais e nenhum outro, caso alguma postagem não agradar seu autor ou a pessoa citada favor entrar em contato que a mesma será retirada.
Esse Blog não pertence a nenhum terreiro e ao mesmo tempo a todos os terreiros e todos irmãos de fé, que atuam na umbanda com amor, buscando doar e amar simplesmente por:
Amar doar!!!

Mensagem do Astral

Oxalá nos enviou a mensagem que não devemos nos preocupar em sermos amados, pois isto ensejaria em virtude. Devemos nos preocupar em amarmos sobre todas as coisas, isso é sublime

Tato

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A História do lápis

Repassando
----- Original Message -----
Subject: Fw: [parasempreumbanda] A História do lápis....

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:

- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".


Abs

Severino Sena

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O “CERTO” E O MELHOR DE CADA UM

Por Maria de Fátima

Fico pensando naquelas situações em que a gente acredita que fez tudo o que podia, “tudo certinho”, e ainda assim “a vida empaca”, as coisas não andam, tudo parece dar errado...

Por que será?

A nossa primeira reação é “achar os culpados”: a família, os companheiros, a chuva, o sol, o governo, o patrão, a religião, o mercado financeiro... Mas se um dedo da nossa mão aponta pra fora, outros quatro ficam voltados pra nós mesmos, não tem jeito...

O que fazer? Talvez tenha chegado a hora de se pensar a respeito, com toda a sinceridade do nosso coração, para reencontrarmos o caminho da felicidade...

E uma “vozinha interior” acaba nos contando que não existe certo e nem errado, em termos absolutos, que garantam êxito eterno a ninguém. O que existe são ciclos que nos preparam para um salto evolutivo, são momentos na vida em que precisamos repensar tudo, reavaliar, rever conceitos e preconceitos, largar para trás as velhas idéias e as velhas manias e sair em busca de aplicar o nosso melhor, o melhor que já sabemos e insistimos em não aplicar em nós.

Porque uma Lógica poderosa, mas plena de Amor e muito superior ao que imaginamos, governa todas as coisas. Ela é a própria Lei Divina em ação, e ela pede que a gente aplique, na nossa própria vida- e não na vida dos outros porque cada qual tem seu momento- aquilo que já nos foi ensinado e repetido...

Chega uma hora em que a Vida nos pede para colocar em prática todas aquelas lições que recebemos dos guias espirituais, da família, dos amigos e até mesmo dos adversários. Caso contrário, nada evoluiria, e a humanidade não passaria de um bando de papagaios repetidores de palavras, sem jamais entender o significado dessas lições cujo objetivo é nos empurrar para o encontro da felicidade. A Vida nos dá o melhor para o momento e pede que apliquemos isso no momento.

Só a intenção não basta. É preciso que a gente coloque em prática as sugestões da Luz, que chegam aos poucos, gota por gota, para que cada um de nós vá assimilando, vá percebendo o valor daquele ensinamento. Daí é preciso colocar tudo pra valer, colocar tudo em prática e fazer as mudanças que o momento pede.

Dá pra sentir, então, que não basta fazer aquilo que a gente achava “o certo”. Pois esse “certo” pode não nos servir mais. É imprescindível fazer O NOSSO MELHOR.

E o nosso melhor é aquilo que acabamos de aprender: no dia-a-dia, com as nossas experiências de erro e acerto; com as orientações dos guias espirituais, da família, dos amigos e também com “o exemplo pelo avesso” que os adversários nos dão, mostrando tudo aquilo que não nos serve pra nada... (rs...).

Os adversários que surgem em nosso caminho são “as dependências ou as DP” que a gente vem carregando e não sabe; então vai precisar repetir a lição e mostrar o que aprendeu...

Porque Deus não teoriza: Deus CRIA o tempo todo e todo o tempo, em nosso favor. Deus não cria inutilidades: Deus nos traz O MELHOR, sempre o melhor, e assim vai preenchendo todas as nossas necessidades. É aquela coisa do Salmo: “O Senhor é meu Pastor, e nada me faltará”. Não falta mesmo! A gente é que “empaca” e não vê...

E se a gente não vê isso, ou finge que não vê, surgem os problemas: verdadeiras “radiografias” mostrando a gente por dentro, as encrencas escondidas que a Luz quer revelar, para dar um basta em todo esse nosso lixo psíquico e emocional.

Porque a única forma de se exterminar com essas trevas interiores é colocá-las bem debaixo de um feixe de luz. Pronto! A verdade aparece: estamos, ou então não estamos fazendo o nosso melhor...

E aí a Lei vem e cobra uma revisão de atitudes e caminhos, mas somente para nos preservar. Porque também somos Luz e o nosso “destino” é descobrirmos que somos isso, e nos tornarmos isso: Filhos da Luz, agentes e beneficiários da Luz Divina.

Portanto, não precisamos carregar nada de velho: sabemos que sempre seremos amparados, conduzidos e alimentados pela Luz. Então, não perdemos nada, sempre ganhamos, porque sempre nos renovamos pela atuação da Luz.

O sofrimento pode acabar aí: a gente ri feito criança, ri da própria criancice, decide crescer, toma um banho de Luz e vai em frente!

O que eu sei de tudo isso? Acabei de ver “minhas radiografias”, tô jogando lixo fora e quero ir em frente...

Saúde Mediúnica

Por Jorge Scritori

O corpo humano é constituído de fases que podem ser definidas de forma bem resumida, podemos entender que o corpo segue aparentemente esta seqüência: crescer, amadurecer e falecer.

Coloco isto de forma bem simples porque não sou médico, sou apenas um observador do comportamento humano. Procuro me ater aos detalhes que envolvem a estrutura do médium.

Desdobro estas palavras em função de situações que percebo na rotina mediúnica. O mesmo médium que é um dedicado trabalhador, que serve de aparelho para a orientação de muitas pessoas através do plano espiritual é o grande vilão de sua própria estrutura. Muitos são os descuidados com o corpo que serve de instrumento e muitas vezes estes descuidados estão ligados a mitos que reproduzem dentro do terreiro.

Estamos no inicio do mês de agosto e o tempo não foi cooperativo em relação à temperatura e com isso boas partes dos nossos irmãos insistem em trabalharem descalços! São muitas as desculpas:

- “Quando estou incorporado meu guia não permite que meu corpo pegue friagem!” (aff, tenho medo disso, geralmente este médium acha que pode tomar 1 litro de bebida alcoólica que o guia “leva” tudo! A curto prazo você não vai sentir nada, quando as “Ites” surgirem -rinite, sinusite, laringite e artrite- talvez você vai pensar que andaram fazendo trabalho pra você...aff de novo!)

“Meus “guias” não gostam do calçado”! (Claro, eles preferem o médium com a imunidade baixa e ausente do próximo trabalho...)

- “A borracha do calçado isola e atrapalha a comunicação!” (caramba, não sabia que o guia aparelhava pelo pé...)

- “Eu trabalho descalço porque não consigo trabalhar calçado!” (Você já tentou? Insistiu e tentou?)

- “Nossos ancestrais trabalhavam descalços, minha Avó trabalhou descalça, meu Pai me ensinou a trabalhar descalço!” (estão todos vivos e plenos de saúde???)

Outra situação interessante é a lavagem de cabeça em cachoeira no dia que está frio. Já ouvi Dirigente falando: “Tem que ter fé!”

Sim, fé e um bom plano de saúde, no mínimo! O meu raciocínio vai de forma clara: Quanto mais eu preservo e mantenho o corpo são, que eu acredito ser o templo do meu espírito, por mais tempo trabalharei espiritualmente!

Um pouco de flexibilidade e bom senso não faz mal e não prejudica ninguém. Estamos em tempo difíceis com esta idéia de uma pandemia. Na função de orientadores e formadores de opinião, temos que servir de exemplo no que diz respeito à saúde e bem estar.

Religião tem que fazer bem, como só deve fazer o bem e precisa ser sinônimo de qualidade de vida!

Não maltrate o seu corpo, vossos Guias agradecem.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

OXUMARÊ

Oxumarê, filho mais novo e preferido de Nanã, irmão de Omulu. É uma entidade branca muito antiga, participou da criação do mundo enrolando-se ao redor da terra, reunindo a matéria e dando forma ao Mundo. Sustenta o Universo, controla e põe os astros e o oceano em movimento. Rastejando pelo Mundo, desenhou seus vales e rios. É a grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do movimento e do ciclo vital. A cobra é dele e é por isso que no Candomblé não se mata cobra. Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da vida.
A comunicação entre o céu e a terra é garantida por Oxumarê. Leva a água dos mares, para o céu, para que a chuva possa formar-se - é o arco-íris, a grande cobra colorida. Assegura comunicação entre o mundo sobrenatural, os antepassados e os homens e por isso à associa do ao cordão umbilical.
Oxumarê é um Orixá bastante cultuado no Brasil, apesar de existirem muitas confusões a respeito dele, principalmente nos sincretismos e nos cultos mais afastados do Candomblé tradicional africano como a Umbanda. A confusão começa a partir do próprio nome, já que parte dele também é igual ao nome do Orixá feminino Oxum, a senhora da água doce. Algumas correntes da Umbanda, inclusive, costumam dizer que Oxumarê é uma das diferentes formas e tipos de Oxum, mas no Candomblé tradicional tal associação é absolutamente rejeitada. São divindades distintas, inclusive quanto aos cultos e à origem.

Em relação a Oxumarê, qualquer definição mais rígida é difícil e arriscada. Não se pode nem dizer que seja um Orixá masculino ou feminino, pois ele é as duas coisas ao mesmo tempo; metade do ano é macho, a outra metade é fêmea. Por isso mesmo a dualidade é o conceito básico associado a seus mitos e a seu arquétipo.
Essa dualidade onipresente faz com que Oxumarê carregue todos os opostos e todos os antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo, etc.
Nos seis meses em que é uma divindade masculina, é representado pelo arco-íris, sendo atribuído a Oxumarê o poder de regular as chuvas e as secas, já que, enquanto o arco-íris brilha, não pode chover. Ao mesmo tempo, a própria existência do arco-íris é a prova de que a água está sendo levada para os céus em forma de vapor, onde se aglutinará em forma de nuvem, passará por nova transformação química recuperando o estado líquido e voltará à terra sob essa forma, recomeçando tudo de novo: a evaporação da água, novas nuvens, novas chuvas, etc.
Nos seis meses subseqüentes, o Orixá assume forma feminina e se aproxima de todos os opostos do que representou no semestre anterior. É então, uma cobra, obrigado a se arrastar agilmente tanto na terra como na água, deixando as alturas para viver sempre junto ao chão, perdendo em transcendência e ganhando em materialismo. Sob essa forma, segundo alguns mitos, Oxumarê encarna sua figura mais negativa, provocando tudo que é mau e perigoso.
Não podemos nos esquecer de que tanto na África, como especialmente no Brasil, a população negra, foi continuamente assediada pela colonização branca. Uma das formas mais utilizadas por jesuítas para convencer os negros, era a repressão física, mas para alguns, não bastava o medo de apanhar. Eles queriam a crença verdadeira e, para isso, tentaram explicar e codificar a religião do Orixás segundo pontos de vista cristãos, adaptando divindades, introduzindo a noção de que os Orixás, seriam santos como os da Igreja Católica. Essa busca objetiva do sincretismo sem dúvida foi esbarrar em Oxumarê e na cobra - e não há animal mais peçonhento, perigoso e pecador do que ela na mitologia católica.
Por isso, não seria difícil para um jesuíta que acreditasse sinceramente nos símbolos de sua visão teológica. Reconhecer na cobra mais um sinal da presença dos símbolos católicos na religião do Orixás e nele reconhecer uma figura que só poderia trazer o mal.
Na verdade, o que se pode abstrair de contradições como as que apresenta Oxumarê é que este é o Orixá do movimento, da ação, da eterna transformação, do contínuo oscilar entre um caminho e outro que norteia a vida humana. É o Orixá da tese e da antítese. Por isso, seu domínio se estende a todos os movimentos regulares, que não podem parar, como a alternância entre chuva e bom tempo, dia e noite, positivo e negativo. Conta-se sobre ele que, como cobra, pode ser bastante agressivo e violento, o que o leva a morder a própria cauda. Isso gera um movimento moto-contínuo pois, enquanto não largar o próprio rabo, não parará de girar, sem controle. Esse movimento representa a rotação da Terra, seu translado em torno do Sol, sempre repetitivo- todos os movimentos dos planetas e astros do universo, regulados pela força da gravidade e por princípios que fazem esses processos parecerem imutáveis, eternos, ou pelo menos muito duradouros se comparados com o tempo de vida médio da criatura humana sobre a terra, não só em termos de espécie, mas principalmente em termos da existência de uma só pessoa. Se essa ação terminasse de repente, o universo como o entendemos deixaria de existir, sendo substituído imediatamente pelo caos. Esse mesmo conceito justifica um preceito tradicional do Candomblé que diz que é necessário alimentar e cuidar de Oxumarê muito bem pois, se ele perder suas forças e morrer, a conseqüência será nada menos que o fim da vida no mundo.
Seu domínio se estende a todos os movimentos regulares que não podem parar, como a alternância entre o dia e a noite, o bom e o mal tempo (chuvas) e entre o bem e o mal (positivo e negativo).
Enquanto o arco-íris traz a boa notícia do fim da tempestade, da volta do sol, da possibilidade de movimentação livre e confortável, a cobra é particularmente perigosa para uma civilização das selvas, já que ela está em seu habitat característico, podendo realizar rápidas incertas.
Pierre Verger acrescenta que Oxumarê está associado ao misterioso, a tudo que implica o conceito de determinação além dos poderes dos homens, do destino, enfim: É o senhor de tudo o que é alongado. O cordão umbilical, que está sob seu controle, é enterrado geralmente com a placenta, sob uma palmeira que se torna propriedade do recém-nascido, cuja saúde dependerá da boa conservação dessa árvore.



CARACTERÍSTICAS

Cor: Verde e amarelo (cores do arco-íris, ou, amarelo rajado de preto)
Fio de Contas: Verde e amarelo
Ervas: Mesmas de Oxum
Símbolo Cobra e Arco-Íris.
Pontos da Natureza: Próximo da queda da cachoeira.
Flores: Amarelas
Pedras: Ágata. (Topázio, esmeralda, diamante)
Metal: Latão (Ouro e Prata mesclados)
Saúde: pressão baixa, vertigens, problemas de nervos, problemas alérgicos e de pele
Planeta: -
Dia da Semana: Terça-feira
Elemento: Água
Chakra: Laríngeo
Saudação: Arrobobô
Bebida: Água Mineral
Animais: Cobra
Comidas: Batata doce em formato de cobra, bertalha com ovos
Numero: 14
Data Comemorativa: 24 de agosto
Sincretismo: São Bartolomeu
Incompatibilidades: sal, água salgada


ATRIBUIÇÕES
Oxumarê, é a renovação continua, mas em todos os aspectos e em todos os sentidos da vida de um ser. É a renovação do amor na vida dos seres. E onde o amor cedeu lugar à paixão, ou foi substituído pelo ciúme, então cessa a irradiação de Oxum e inicia-se a dele, que é diluidora tanto da paixão como do ciúme. Ele dilui a religiosidade já estabelecida na mente de um ser e o conduz, emocionalmente, a outra religião, cuja doutrina o auxiliará a evoluir no caminho reto.


LENDAS DE OXUMARÊ

Como Oxumarê Se Tornou Rico.
Oxumarê era o babalaô da corte de um rei que, embora fosse rico e poderoso, não pagava bem seu sacerdote, que vivia na pobreza. certo dia, Oxumarê perguntou a ifá o que fazer para ter mais dinheiro; ifá disse que, se ele lhe fizesse uma oferenda, ele o tornaria muito rico. Oxumarê preparou tudo como devia mas, no meio do ritual, foi chamado ao palácio. não podendo interromper o ritual, ele não foi; então, o rei suspendeu seu pagamento. quando Oxumarê pensava que ia morrer de fome, a rainha do reino vizinho chamou-o para tratar seu filho doente e, como Oxumarê o salvou, a rainha pagou-o muito bem. com medo de perder o adivinho, o rei lhe deu ainda mais riquezas, e assim se cumpriu a promessa de ifá.

Orixá do arco-íris !!!
Certa vez, Xangô viu Oxumarê passar, com todas as cores de seu traje e todo o brilho de seu ouro. Xangô conhecia a fama de Oxumarê não deixar ninguém dele se aproximar. Preparou então uma armadilha para capturar Oxumarê. Mandou uma audiência em seu palácio e, quando Oxumarê entrou na sala do trono, os soldados chamaram para a presença de Xangô e fecharam todas as janelas e portas, aprisionando Oxumarê junto com Xangô. Oxumarê ficou desesperado e tentou fugir, mas todas as saídas estavam trancadas pelo lado de fora.
Xangô tentava tomar Oxumarê nos braços e Oxumarê escapava, correndo de um canto para outro. Não vendo como se livrar, Oxumarê pediu a Olorum e Olorum ouviu sua súplica. No momento em que Xangô imobilizava Oxumarê, Oxumarê foi transformado numa cobra, que Xangô largou com nojo e medo.
A cobra deslizou pelo chão em movimentos rápidos e sinuosos. Havia uma pequena fresta entre a porta e o chão da sala e foi por ali que escapou a cobra, foi por ali que escapou Oxumarê.
Assim livrou-se Oxumarê do assédio de Xangô. Quando Oxumarê e Xangô foram feitos Orixás, Oxumarê foi encarregado de levar água da Terra para o palácio de Xangô no Orum (céu), mas Xangô não pôde nunca aproximar-se de Oxumarê.

Como Oxumarê Serve À Oxum e Xangô
Quando xangô e Oxum quiseram se casar, perceberam que seria difícil viverem juntos, pois a casa de Oxum era no fundo do rio e xangô morava por cima das nuvens. então, resolveram arranjar um criado que facilitasse a comunicação entre os dois. falaram com Oxumarê, que aceitou servir de mensageiro entre eles. só que, durante a metade do ano em que é o arco- íris, Oxumarê levava as águas de Oxum para o céu; não chovia e a terra ficava seca. por isso, Oxumarê resolveu que, nos seis meses em que fosse cobra, deixaria o serviço. nesse período, xangô precisa descer até Oxum, e então acontecem os temporais da estação das chuvas.

Texto extraido
Sociedade Espiritualista Mata Virgem
Curso de Umbanda

OBALUAIÊ

Na Umbanda, o culto é feito a Obaluaiê, que se desdobra com o nome de Omulu. Orixá originário do Daomé. É um Orixá sombrio, tido entre os iorubanos como severo e terrível, caso não seja devidamente cultuado, porém Pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais.
Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).
Ambos os nomes surgem quando nos referimos à esta figura, seja Omulu seja Obaluaiê. Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. Já para alguns babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.
São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaê.
Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, consequentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte. Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa, em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol. Seu símbolo é o Xaxará - um feixe de ramos de palmeira enfeitado com búzios.
Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omulu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Obaluaiê é a que mais se vê. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.
A figura de Omulu/Obaluaiê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou.
Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao deus da varíola, tal visão porém, é uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente era a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omulu/Obaluaiê, o Daomé.
Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omulu/Obaluaiê é uma criatura da cultura jêje, posteriormente assimilada pelos iorubás. Enquanto os Orixás iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanos, as figuras daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que distanciamento entre deuses e seres humanos é bem maior. Quando há aproximação, há de se temer, pois alguma tragédia está para acontecer, pois os Orixás do Daomé são austeros no comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças.
A visão de Omulu/Obaluaiê é a do castigo. Se um ser humano falta com ele ou um filho-de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar, mais prováveis nos Orixás iorubás.
Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que a cultura do Daomé é muito mais antiga que a iorubá, o que pode ser sentido em seus mitos: A antigüidade dos cultos de Omulu/Obaluaiê e Nanã (Orixá feminino), freqüentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos. Este ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização anterior à Idade do Ferro e à chegada de Ogum.
Como parte do temor dos iorubás, eles passaram a enxergar a divindade (Omulu/Obaluaiê) mais sombria dos dominados como fonte de perigo e terror, entrando num processo que podemos chamar de malignação de um Orixá do povo subjugado, que não encontrava correspondente completo e exato (apesar da existência similar apenas de Ossãe). Omulu/Obaluaiê seria o registro da passagem de doenças epidêmicas, castigos sociais, já que atacariam toda uma comunidade de cada vez.

Obaluaiê, o Rei da Terra, é filho de NANÃ, mas foi criado por IEMANJA que o acolheu quando a mãe rejeitou-o por ser manco, feio e coberto de feridas. É uma divindade da terra dura, seca e quente. É às vezes chamado "o velho", com todo o prestígio e poder que a idade representa no Candomblé. Está ligado ao Sol, propicia colheitas e ambivalentemente detém a doença e a cura. Com seu Xaxará, cetro ritual de palha da Costa, ele expulsa a peste e o mal. Mas a doença pode ser também a marca dos eleitos, pelos quais Omulu quer ser servido. Quem teve varíola é freqüentemente consagrado a Omulu, que é chamado "médico dos pobres".
Suas relações com os Orixás são marcadas pelas brigas com Xangô e Ogum e pelo abandono que os Orixás femininos legaram-lhe. Rejeitado primeiramente pela mãe, segue sendo abandonado por Oxum, por quem se apaixonou, que, juntamente com Iansã, troca-o por Xangô. Finalmente Obá, com quem se casou, foi roubada por Xangô.
Existe uma grande variedade de tipos de Omulu/Obaluaiê, como acontece praticamente com todos os Orixás. Existem formas guerreiras e não guerreiras, de idades diferentes, etc., mas resumidos pelas duas configurações básicas do velho e do moço. A diversidade de nomes pode também nos levar a raciocinar que existem mitos semelhantes em diferentes grupos tribais da mesma região, justificando que o Orixá é também conhecido como Skapatá, Omulu Jagun, Quicongo, Sapatoi, Iximbó, Igui.
Esta Grande Potência Astral Inteligente, quando relacionado à vida e à cura, recebe o nome de Obaluaiê. Tem sob seu comando incontáveis legiões de espíritos que atuam nesta Irradiação ou Linha, trabalhadores do Grande Laboratório do Espaço e verdadeiros cientistas, médicos, enfermeiros etc., que preparam os espíritos para uma nova encarnação, além de promoverem a cura das nossas doenças.
Atuam também no plano físico, junto aos profissionais de saúde, trazendo o bálsamo necessário para o alívio das dores daqueles que sofrem.
O Senhor da Vida é também Guardião das Almas que ainda não se libertaram da matéria. Assim, na hora do desencarne, são eles, os falangeiros de Omulu, que vêm nos ajudar a desatar nossos fios de agregação astral-físico (cordão de prata), que ligam o perispírito ao corpo material.
Os comandados de Omulu, dentre outras funções, são diretamente responsáveis pelos sítios pré e pós morte física (Hospitais, Cemitérios, Necrotérios etc.), envolvendo estes lugares com poderoso campo de força fluidíco-magnético, a fim de não deixarem que os vampiros astrais (kiumbas desqualificados) sorvam energias do duplo etérico daqueles que estão em vias de falecerem ou falecidos.

CARACTERÍSTICAS

Cor: Preto e branco
Fio de Contas: Contas e Miçangas Pretas e Brancas leitosas.
Ervas: Canela de Velho, Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera. (cuféia -sete sangrias, erva-de-passarinho, canela de velho, quitoco, Zínia)
Símbolo: Cruz
Pontos da Natureza: Cemitério, grutas, praia
Flores: Monsenhor branco
Essências: Cravo e Menta
Pedras: Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato
Metal: Chumbo
Saúde: Todas as partes do corpo (É o Orixá da Saúde)
Planeta: Saturno
Dia da Semana: Segunda-feira
Elemento: Terra
Chakra: Básico
Saudação: Atôtô (Significa “Silêncio, Respeito”)
Bebida: Água mineral (vinho tinto)
Animais: Galinha d’angola, caranguejo e peixes de couro, cachorro.
Comidas: Feijão preto, carne de porco, Deburú - pipoca, (Abadô - amendoim pilado e torrado; latipá - folha de mostarda; e, Ibêrem - bolo de milho envolvido na folha de bananeira)
Número: 3
Data Comemorativa: 16 de Agosto (17 de Dezembro)
Sincretismo: São roque (São Lázaro).
Incompatibilidades: Claridade, sapos

ATRIBUIÇÕES
Muitos associam o divino Obaluaiê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiê é muito mais do que já o descreveram. Ele é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro, de uma dimensão para outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OBALUAIÊ

Ao senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omulu/Obaluaiê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista.
Arquetipicamente, lega a seus filhos tendências ao masoquismo e à autopunição, um austero código de conduta e possíveis problemas com os membros inferiores, em geral, ou pequenos outros defeitos físicos.
Pierre Verger define os filhos de Omulu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.
No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva. A marca mais forte de Omulu/Obaluaiê não é a exibição de seu sofrimento, mas o convívio com ele. Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode revelar-se como uma grande capacidade de somatização de problemas psicológicos (isto é, a transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano, das outras pessoas em geral e principalmente os prazeres. Sua insatisfação básica, portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.
Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.
Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de Omulu/Obaluaiê serão visíveis em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omulu/Obaluaiê um papel mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos.
Assim como Ossãe, as pessoas desse tipo são basicamente solitárias. Mesmo tendo um grande círculo de amizades, freqüentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade para si própria. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros. Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio.
Entretanto, podem ser humildes, simpáticos e caridosos. Assim é que na Umbanda este Orixá toma a personalidade da caridade na cura das doenças, sendo considerado o "Orixá da Saúde”.
O tipo psicológico dos filhos de Omulu é fechado, desajeitado, rústico, desprovido de elegância ou de charme. Pode ser um doente marcado pela varíola ou por alguma doença de pele e é freqüentemente hipocondríaco. Tem considerável força de resistência e é capaz de prolongados esforços. Geralmente é um pessimista, com tendências autodestrutivas que o prejudicam na vida. Amargo, melancólico, torna-se solitário. Mas quando tem seus objetivos determinados, é combativo e obstinado em alcançar suas metas. Quando desiludido, reprime suas ambições, adotando uma vida de humildade, de pobreza voluntária, de mortificação.
É lento, porém perseverante. Firme como uma rocha. Falta-lhe espontaneidade e capacidade de adaptação, e por isso não aceita mudanças. É vingativo, cruel e impiedoso quando ofendido ou humilhado.
Essencialmente viril, por ser Orixá fundamentalmente masculino, falta-lhe um toque de sedução e sobra apenas um brutal solteirão. Fenômeno semelhante parece ocorrer no caso de Nanã: quanto mais poderosa e mais acentuada é a feminilidade, mais perigosa ela se torna e, paradoxalmente, perde a sedução.


COZINHA RITUALÍSTICA

Feijão Preto
Cozinha-se o feijão preto, só em água, e depois refoga-se cebola ralada, camarão seco e Azeite-de-Dendê, misturando ao feijão.

Olubajé (Olu-aquele que, ba-aceita, jé-comer ; ou ainda aquele-que-come)
O Olubajé, não é uma comida específica, mas sim um banquete oferecido à Obaluaiê.
São oferecidos pratos de aberém (milho cozido enrolado em folha de bananeira), carne de bode e pipocas.
Seus "filhos" devidamente "incorporados" e paramentados oferecem as mesmas aos convidados/assistentes desta festa.
É uma oferenda coletiva para os Orixás da Terra e suas ligações – Omulu/Obaluaiê, Nana e Oxumarê, é aguardada durante todo o ano com muito entusiasmo, pois é nesta oferenda que os iniciados ou simpatizantes irão agradecer por mais um ano que passaram livre de doenças e pedir por mais um período de saúde, paz e prosperidade.
A celebração oferece aos participantes um vasto cardápio de "comidas de santo", e, após todos comerem, participam de uma limpeza espiritual, que evoca a proteção destas divindades por mais um ano na vida de cada um.
É uma das cerimônias mais importantes do Candomblé, e relembra a lenda da festa que ocorria na terra de Obaluaiê, com todos os Orixás, na qual ele não podia entrar. (ver lenda mais abaixo).


LENDAS DE OBALUAIÊ

Orixá da cura, continuidade e da existência !!!
Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele. Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador. Obaluaiê e Iansã Igbalé tornaram-se grandes amigos e reinaram juntos sobre o mundo dos espíritos dos mortos, partilhando o poder único de abrir e interromper as demandas dos mortos sobre os homens.

Xapanã, rei de Nupê.
Xapanã, originário de Tapa, leva seus guerreiros para uma expedição aos quatro cantos da terra. Uma pessoa ferida por suas flechas ficava cega, surda ou manca, Obaluaê-Xapanã chega ao território de Mahi no norte de Daomé, matando e dizimando todos os seus inimigos e começa a destruir tudo o que encontra a sua frente. Os Mahis foram consultar um Babalaô e o mesmo ensinou-os como fazer para acalmar Xapanã. O Babalaô diz que estes deveriam tratá-lo com pipocas, que isso iria tranqüiliza-lo, e foi o que aconteceu. Xapanã tornou-se dócil. Xapanã contente com as atenções recebidas mandou construir um palácio onde foi viver e não mais voltou ao país Empê. O Mahi prosperou e tudo se acalmou.

As Duas Mães de Obaluaiê

Filho de Oxalá e Nanã, nasceu com chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo. Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar. Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos. O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador. Se cobria com palha da costa, não para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol. Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo: Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã nosso filho. E assim Nanã foi perdoada por Omulu e este passou a conviver com suas duas mães.

Texto extraido do curso de Umbanda da Sociedade Espiritualista Mata Virgem
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PERDOE-ME PAI


Ó Pai, tu que és detentor de infinita bondade,

Perdoe-me se algum dia fraquejar aos seus ensinamentos, e me cubra com sua extraordinária fé;
Perdoe-me pelos maus pensamentos e cubra-me com seu manto de fraternidade;
Perdoe-me se titubear em minha fé e encha meu coração com esperanças de um dia lhe encontrar e descobrir que sou vitorioso;
Perdoe-me se algum dia tratei um irmão com indiferenças e nem ao menos percebi do que este necessitava;
Perdoe-me se em pensamentos me desviei do seu caminho e me guie com seu amor de Pai;
Perdoe-me se reclamo ao não alcançar o que desejava e nem ao menos lhe perguntei se sou merecedor;
Pai sei que não sou seu melhor filho, e nem quero ser, mas sou seu filho, e sei que reconhecendo isso já estou mais próximo do Senhor;
Pai peço que me guie pelos seus caminhos, fazendo de mim um instrumento dos bons espíritos;
Fazendo com que eu saiba amar, respeitar, ser calmo e paciente, ser simples e humilde, ensinar e aprender, saber ouvir para depois falar, ser solidário e caridoso sem esperar nenhum reconhecimento;
Pois sei meu Pai, que nesse momento estou sendo assistido pelo Senhor, seu filho e as falanges de espíritos amadores e misericordiosos;
Se assim for da sua vontade.

Amém

Mensagem inspirada pelo espírito “Tato”.

ORAÇÃO PAI NOSSO EM ARAMAICO

Pai e mãe respiração da vida, fonte do som, ação sem palavras, criador do cosmos,
Faça sua luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude a seguir nosso caminho respirando apenas o sentimento que emana do senhor, nosso eu, no mesmo passo possa estar com o seu para que caminhemos como reis e rainhas com todas as outras criaturas.
Que o seu e o nosso desejo, sejam um só, em toda a luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades,
Faça-nos sentir a alma da terra dentro de nós, pois assim sentiremos a sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda e nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento,
Não nos deixe ser tomado pelo esquecimento de que o Senhor é o poder e a glória do mundo, a canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o seu amor ser o solo onde cresçam nossas ações, que assim seja.
Pessoas pequenas têm excessivo espaço dentro de si para guardarem mágoas, choram envaidecidas de sua pequenez interior.
Pessoas engrandecidas nem guardam espaços para sentimentos negativos como a raiva, o rancor, o ódio. Pois dentro de si estão repletas de amor, paz, tranqüilidade. Semeando o amor constantemente o espírito se encarrega de abster-se de energias ruins, enchendo a alma, o ser de alegria, júbilo e compreensão.

pelo espírito Tato